São dezenas de Galáxias pra Mario percorrer, cada uma bastante diferente da outra: são estágios com neve, com fogo, em uma ilha tropical, numa colméia de abelhas, em uma fortaleza voadora... São tão distintos entre si que mesmo que você se dê muito bem em um cenário, não quer dizer que conseguirá passar do outro sem dificuldades. Falando nisso, a dificuldade de Galaxy é bem balanceada: bastante fácil em determinados pontos e incrivelmente difícil em outros (principalmente nas galáxias não-obrigatórias), mas você nunca se sentirá injustiçado pelo jogo, muito pelo contrário: a curva de dificuldade é praticamente perfeita. O encanador ainda conta com seu arsenal de pulos: o pulo de longa distância, pulo triplo, a cambalhota... O jogador deve manter o controle de todos, já que cada um terá sua utilidade em determinada parte da trama.
A parte gráfica do game não é nada senão brilhante. As texturas utilizadas ajudam a criar uma espécie de áurea ao redor dos planetas e personagens. É incrível você dar uma parada no jogo só para avistar as galáxias e os incontáveis elementos que se movem nela, simplesmente perfeitas. É nessas horas que nos perguntamos até que ponto os desenvolvedores de games estão se esforçando no Wii: grande parte dos jogos para o console tem gráficos inferiores aos do Gamecube, mostrando a total falta de compromisso deles com os jogadores.

Você encontrará personagens bastante conhecidos do universo Mario em algumas fases
Na parte sonora Galaxy entrega simplesmente o melhor conjunto de faixas e efeitos desde Super Mario Bros. 3. Tudo, desde a trilha sonora perfeitamente orquestrada até os clássicos gritos que Mario dá enquanto pula, mostra o cuidado que a Nintendo teve com cada pequeno aspecto do jogo. Algumas das músicas que marcaram a série estão presentes com uma nova roupagem, trazendo até um pouco de nostalgia aos jogadores mais antigos. Nas batalhas contra os chefes de fase, a trilha cria um tom épico que vinha faltando nos últimos jogos do encanador.
Apesar de seus belíssimos gráficos e sons, é na jogabilidade que Super Mario Galaxy brilha: divertida, desafiadora e acima de tudo inovadora. Não é revolucionária como a dos outros jogos do bigodudo, mas traz uma incrível renovação à série. O sistema de gravidade funciona perfeitamente: no início você pode achar tudo muito confuso e até mesmo difícil, só que após uns 15 minutos com o jogo, toda a dúvida se transforma em diversão. Pode parecer complicada a primeira vista, mas com a prática, você saberá exatamente onde o encanador irá cair e calculará cada pulo baseado na força gravitacional de cada planetóide. O esquema funciona mais ou menos assim: cada corpo no espaço tem a sua força de atração gravitacional própria, corpos maiores atraem mais que corpos menores. O jogo não define o que está ‘para cima’ e o que está ‘para baixo’, visto que no espaço isso se torna indiferente. Mario pode caminhar pela lateral de paredes, dar a volta completa em um planeta e você nunca achará forçado ou ficará perdido. A câmera não pode ser controlada pelo jogador, mas nem precisaria. Ela sempre fica em um lugar estratégico, permitindo que você tenha a exata noção do espaço em que está. Outro ponto bastante importante são as batalhas contra os chefes: a enorme maioria delas é maravilhosa, cada chefão tem uma maneira específica para ser derrotado, e você precisará, além de destreza nos controles, de muita, mas muita estratégia. Então nem tente sair por aí pulando para ver se consegue acertar o ponto fraco do chefe, pense bem antes de agir. Um destaque fica para as batalhas contra Bowser, que além de épicas são bastante desafiadoras.
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